— Amor, vamos passar na sapataria antes de irmos almoçar? Quero experimentar aquele salto novo que vi no site… — disse Hérika, com um brilho danado nos olhos.
Kadu já sabia. Quando ela vinha com aquela voz doce e aquele sorrisinho torto, nunca era só sobre sapatos.
Ela saiu do carro primeiro. Vestidinho justo, curtíssimo, daqueles que terminam quase onde a bunda começa. Cintura marcada, tecido leve, soltinho… e claro, sem nada por baixo. A cada passo, a sainha subia um pouco mais, revelando as coxas lisas e finas, as curvas pequenas e hipnotizantes.
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Entraram na loja. Um vendedor jovem, bem-apessoado, logo veio atendê-los.
— Posso ajudar?
— Pode sim — respondeu Hérika, com aquele tom doce e perigoso. — Estou procurando uma sandália de salto bem alta… quero algo que chame atenção.
Ela cruzou as pernas com calma, sentando-se no pequeno banco acolchoado. O vestido mal cobria a virilha. Kadu sentou do lado, tentando disfarçar o fogo interno. Já o vendedor… parecia hipnotizado. Abaixou-se à frente dela com uma caixa na mão.
— Essa aqui é 37, serve?
— Perfeita. Pode colocar pra mim?
Ele engoliu seco. Ajoelhou-se diante dela.
Foi quando Hérika abriu as pernas só um pouquinho. Nada escancarado. Apenas o suficiente. Um gesto sutil. Uma promessa. Uma visão relâmpago que bagunçaria qualquer mente masculina.
Kadu viu. O rapaz também.
O silêncio foi revelador.
Hérika fingia não perceber. Brincava com o cabelo, esticava uma perna, estendia o pé com uma elegância estudada. O vestido subia um pouco mais. As pernas se afastavam milímetros a cada movimento.
— Que sandália linda… mas ficou um pouco apertada. Pode trazer um número maior?
— C-c-claro… — disse o vendedor, completamente desconcertado.
Assim que ele saiu, Kadu se virou, com os olhos arregalados.
— Você é doida. Ele viu!
— Vi que ele viu. E adorou — respondeu ela, rindo baixinho. — E você adorou ver ele ver, não adorou?
Ela se inclinou pra frente, mostrando ainda mais os seios colossais sob o decote. O vestido colava, esticava, pedia socorro. Mas ela, ela estava no controle. Uma rainha no trono da tentação.
Quando o vendedor voltou com mais um par, já não conseguia disfarçar. As mãos tremiam levemente. Os olhos fugiam e voltavam rápido demais.
— Essa tá ótima, obrigada — disse Hérika, se levantando com calma, girando o corpo como quem testa o salto… mas girando mais do que precisava. A bundinha empinada levantou o vestido num segundo perigoso. E ela nem se preocupou em puxar de volta.
— Levo essa. Mas só se você embalar bem direitinho, tá? — ela piscou.
Kadu mal respirava.
Do lado de fora, já no carro, ele segurou o volante com força, as veias pulsando.
— Você fez tudo aquilo de propósito…
— Claro. Queria testar mais do que os sapatos.
Ela passou a perna sobre a dele e sussurrou no seu ouvido:
— Adoro deixar os homens malucos… e adoro quando você me vê fazendo isso.