— Vamos só dar uma olhadinha, amor… prometo que é rápido — disse Hérika, puxando Kadu pela mão, com aquele olhar sapeca que sempre prometia mais do que dizia.
Vestia um tubinho justo, branco, tão colado ao corpo que parecia pintado. Salto alto, cabelo solto, olhos perigosamente vivos.
Sem calcinha. Sem sutiã. Como ela gostava de sair ultimamente. Livre. Provocante. Pronta pra causar um pequeno caos.
Entraram na loja de roupas. Área de provadores cheia. Mulheres escolhendo peças, namorados sentados nas poltronas, alguns rapazes sozinhos zapeando o celular.
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— Quero experimentar aquele vestido vermelho curto ali… é quase igual ao que usei naquele jantar — sussurrou ela, maliciosa.
Pegou a peça e puxou Kadu com ela pra dentro do provador.
Mas… a porta não fechou completamente. Encostada. Não trancada.
Kadu notou, virou-se para fechar, mas ela o segurou.
— Deixa assim… tá calor aqui dentro — disse, com um sorriso torto. Aquela frase, aquele tom, sabiam exatamente o que estavam fazendo.
E então, com a calma de uma deusa descomprometida, Hérika virou de costas, ergueu os braços e começou a tirar o vestido. Lentamente. Centímetro por centímetro.
Kadu mal respirava.
Quando o vestido escorregou pelos ombros, os seios gigantescos se revelaram. Firmes, empinados, perfeitos. Como se desafiassem a gravidade e a lógica. Um contraste brutal com a cintura fina, as costas magras, a pele branca impecável.
Ele olhou pra porta. Um filete de luz vinha de fora. A fresta mostrava parte da cena.
E pior: vozes. Risos. Passos próximos.
Gente parada ali fora. Gente vendo?
Hérika desceu o vestido até os quadris. Nada por baixo. Nadinha.
A bundinha empinada, durinha, à mostra. Ela se abaixou para calçar o vestido novo. E, ao se abaixar, o corpo inteiro se inclinou para a direção da porta entreaberta.
Kadu sentia o sangue ferver.
— Hérika… estão vendo…
Ela se virou devagar, como se não tivesse notado. O vestido novo a meia altura. Os seios ainda nus. O olhar de quem está perigosamente no controle.
— Vendo? Tem certeza? — sussurrou.
— Sim… tem um casal ali fora. E um cara… eu vi ele parado olhando.
Ela riu, quase em silêncio. Puxou o vestido vermelho para cima com elegância felina.
— Pronto. Agora tô comportada.
Comportada uma ova. O vestido mal cobria o meio das coxas. O decote pedia clemência. E a expressão dela era de quem estava divertida, quente, e perigosamente viva.
Saíram do provador.
Três rapazes estavam próximos, tentando parecer desinteressados. Um casal conversava baixo. A moça olhava torto. O rapaz tentava disfarçar.
Hérika passou no meio deles, pisando como se estivesse numa passarela.
— E aí? Levo esse? — perguntou, mordendo o lábio.
Kadu apenas assentiu. A boca seca. O corpo em ebulição.
— Eu sabia que você ia gostar do provador.