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Sem Calcinha no Barzinho

Naquela sexta-feira quente, o barzinho da esquina fervia. Música popular, cerveja gelada, luz baixa e um monte de olhares famintos se cruzando. Hérika entrou como se soubesse que o mundo ia parar pra vê-la. Usava uma mini saia jeans tão curta que mal cobria a polpa da bunda — e por baixo dela, absolutamente nada.

Com ela, Kadu, que já tinha se acostumado — ou pelo menos fingia — com o jeito exibido, livre, e perigosamente provocante da namorada. Mas mesmo ele sentia as pernas bambearem quando ela cruzava as pernas lentamente, revelando ao grupo de rapazes da mesa da frente um vislumbre de sua intimidade lisinha, completamente à mostra.

— Amor… eles tão olhando — sussurrou Kadu, tentando manter o controle.
— Ué, é barzinho, né? Lugar público, todo mundo olha todo mundo… — respondeu ela com um sorriso sapeca, enquanto descruzava e cruzava de novo as pernas, mais devagar ainda.

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Os rapazes da mesa da frente travaram. Um deles quase derrubou o copo. Hérika fingia não ver, mas via tudo — adorava. E quanto mais via, mais provocava. O calor subia, mas não era só o do tempo. Era o da tensão sexual crescendo no ar, densa, pesada.

Ela deixou cair um guardanapo no chão. Lentamente se abaixou para pegar, virando um pouco de lado, o suficiente para expor ainda mais. O vestido subiu, e a visão que os rapazes tiveram foi de tirar o fôlego. Um deles tossiu. Outro mordeu o lábio.

Kadu suava. Tesão e ciúme se misturavam como gasolina e fogo. Não sabia se queria levantar da cadeira pra levá-la embora ou jogá-la ali mesmo na mesa. Hérika, sentindo o olhar dele queimando nas costas, apenas sorriu. Sabia exatamente o que fazia.

— Vamos embora, agora — disse ele, com a voz rouca.
— Agora? Mas nem terminamos a cerveja…
— Não aguento mais ver eles olhando pra tua xoxotinha como se fosse deles.
— Mas é só pra provocar, amor… você sabe que no final é tudo seu — murmurou ela, se aproximando do ouvido dele.

Na saída, os caras a seguiram com os olhos. E ela ainda teve a ousadia de olhar pra trás e piscar. Kadu a puxou pelo braço e, no carro, mal esperou a porta fechar. Rasgou o botão da blusa dela com pressa.

No banco traseiro mesmo, sem conseguir chegar em casa, a fodeu com fúria e tesão acumulado, como se cada olhar que ela provocou tivesse sido um convite pra ele se provar o dono. Ela gozou rindo, mordendo o ombro dele, com as pernas abertas e os gemidos abafados pelo vidro fechado do carro embaçado.

— Então… barzinho é afrodisíaco, amor? — ela provocou depois, rindo.
— Você ainda vai me matar.
— Ou te deixar viciado, Kadu…

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